Menino, menino, que dançava
Ao pé da roseira sonhava,
Espinhos da vida lhe machucavam,
Esperanças nas galhas secas plantava,
Menino, menino, que no rio viajava,
Sonhava com um barco à vela,
E sua última lágrima derramava,
Menino, Menino, que no som do vento embalava,
Seus pés descalços nos espinhos pisava,
Sua mãe lhe gritava, quando enfim
A hora do almoço chegava.
Menino, Menino, que sonhava e brincava.
Nos dias de frio espiava
A roseira que murchava.
Murcha, ela agora não machucava
Coração de pequeno menino
que D. Rosa todos os dias pisava.
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